BTT Can Em desenvolvimento Android
Monitor CAN para o carro: escuta o barramento, decodifica os sinais e analisa o que passa nele — e, mais adiante, manda comandos. Vem com uma biblioteca padrão de sinais e pedidos que a BLAMETHETUNER mantém. Android 8 em diante.
Versão de teste 0.47. O app já pode ser baixado abaixo, mas está no começo: só escuta. O firmware 0.18 da placa R8 Logger já tem o modo Monitor, mas o app ainda não foi testado com a placa de verdade, por Wi-Fi, num celular: até agora só foi testado contra um simulador e na Demonstração. A K-line, o Ethernet e o cartão microSD são da placa V11, que ainda não existe: o firmware da placa só escuta o CAN por enquanto, e essas fontes foram testadas só na Demonstração e num simulador. Diferente das calculadoras, o BTT Can é um app de celular (Android) que fala com uma placa ligada ao carro, e nada nesta página lê o seu carro.
Baixar a versão de teste
O arquivo do app ainda não está aqui. Volte em breve.
Esta versão só escuta: não manda nenhum quadro ao carro. É uma versão de teste, usada por sua conta e risco; ela não faz parte do BTT Suite e funciona sem conta: a conta do site só entra se você quiser guardar as gravações lá.
Instalar
- No celular Android, toque em Baixar o app. O Chrome pode avisar que o arquivo “pode ser perigoso” — é o aviso de todo app de fora da loja; escolha Baixar mesmo assim.
- Abra o arquivo baixado. Na primeira vez, o Android pede para permitir instalar apps desta fonte (o Chrome ou o gerenciador de arquivos): permita e volte.
- Toque em Instalar. Se o Play Protect disser que não conhece o app (ele só conhece os da loja), toque em Mais detalhes › Instalar mesmo assim.
- Abra o BTT Can e toque em Demonstração para ver o app funcionando com um carro inventado.
O que a versão de teste faz hoje
- Demonstração. O app inteiro com um carro inventado: dois canais, com tráfego de motor e de diagnóstico, sem placa nenhuma.
- Tabela. Um identificador por linha, com a taxa em Hz e os bytes que acabaram de mudar em destaque. Busca por identificador.
- Traço. Os quadros em ordem de hora, com a marca de onde faltam quadros. Com mais de uma fonte ligada (o CAN, a K-line e o Ethernet da placa V11), a tela se divide em dois ou três painéis, cada um com o seu traço e o que o app entendeu (mensagens KWP2000 na K-line; ARP, IP, TCP, UDP e DoIP com o UDS dentro no Ethernet), todos na mesma linha do tempo.
- Canais. Para cada fonte: Desligado, Escutar (só mostra na tela) ou Escutar e armazenar (mostra e vai para as gravações), podendo escolher as três ao mesmo tempo. No CAN, a velocidade (ou a placa procura sozinha) e os filtros por identificador; na K-line, o baud (ou automático); no Ethernet, quantos bytes de cada quadro guardar.
- Gravar. Guarda o que está em "Escutar e armazenar" no celular, no cartão microSD da placa ou nos dois, e exporta o CAN em CSV, candump ou Vector ASC, a K-line em CSV e o Ethernet em pcap (para abrir no Wireshark), para salvar ou para compartilhar direto com outro app (WhatsApp, e-mail, Drive). A gravação no cartão é da placa: continua mesmo que o Wi-Fi caia, e dá para baixá-la depois e exportá-la (o CAN também) ou enviá-la ao site (sozinha, com o envio automático ligado). O cartão reduz a perda do Ethernet, que a 100 Mbit é mais do que o Wi-Fi leva; ela é sempre marcada. Use um cartão de até 32 GB (FAT32). Quando a memória enche, a parte vai para o armazenamento do celular e a gravação continua sozinha, sem perder quadros (para capturas longas, de vários minutos); a exportação junta as partes.
- Guardar no site (opcional, só com o seu pedido). Com a conta do blamethetuner.com, o botão Enviar para o site sobe a gravação, e o envio automático — desligado até você ligar — manda cada gravação nova quando ela termina. Se você quiser, o Claude analisa a gravação e o relatório sobe junto dos dados originais. Você vê, baixa (candump, CSV ou as partes originais) e apaga tudo em Gravações do BTT Can. O que sobe, para que e por quanto tempo está na política de privacidade.
- Analisar no navegador. O Analisador do BTT Can abre as gravações (as partes do app, candump, CSV do SavvyCAN ou pcap) e interpreta tudo sem mandar nada a lugar nenhum: sessões de diagnóstico, serviços UDS e KWP2000, transferências, a K-line, o Ethernet com o DoIP e uma busca em tudo.
- Gravar sozinho (para a placa V11, com o cartão). Na aba Gravar você diz quando começar — quando houver atividade numa fonte (depois de um silêncio mínimo, se quiser) ou quando passar uma mensagem específica, como uma abertura de sessão UDS — e quando parar (por outra mensagem, por silêncio ou por tempo). A mensagem de referência você escolhe no traço: toque numa linha e o app sugere o que olhar (o identificador e o serviço no CAN, o serviço depois do cabeçalho na K-line, o serviço UDS da mensagem DoIP no Ethernet) e mostra quantos registros do traço ela pegaria; dá para editar os bytes, com
?? onde qualquer valor serve. O app manda isso para a placa, que guarda e grava no cartão com ou sem o celular, e pode guardar alguns segundos antes do disparo. O firmware da placa ainda não tem o gatilho: por enquanto ele funciona só na Demonstração e no simulador.
- A gravação não se perde. Conectado à placa, o app fica ligado mesmo com a tela apagada ou outro app na frente (aparece a notificação “Conectado à placa”, e o Android 13 em diante pede a permissão de notificações na primeira vez). A gravação do CAN vai para o disco do celular à medida que chega: se o app for fechado ou morrer no meio dela, ela volta ao abrir, com tudo menos o último segundo, pronta para exportar e enviar. O mesmo vale para a de K-line e Ethernet.
- Marcar o que aconteceu. Durante uma gravação no celular, o botão ★ MARCAR (na faixa vermelha, em qualquer aba) põe um evento na gravação, na hora em que você tocou; na aba Gravar há textos prontos (Pisei fundo, Troca de marcha, Soltei, Problema) e um campo para uma nota. Os eventos aparecem no traço, saem em Eventos (CSV) e, quando você envia a gravação, no analisador (cartão Eventos marcados). Só na gravação do celular: a que a própria placa faz no cartão não tem eventos.
- Dá para ver que está gravando. Em qualquer aba, uma faixa vermelha logo abaixo do topo mostra o ponto que pisca, o tempo de gravação, onde grava e quanto (celular, cartão da placa), o que se perdeu e as quedas da conexão (ou “gatilho armado”); tocar nela abre a aba Gravar, onde Gravar e Parar são botões grandes. Se a gravação parar por erro (o disco do celular falhou, o cartão da placa encheu), um aviso vermelho aparece em qualquer aba até você fechar.
- A conexão que cai e volta. Se a conexão com a placa cair (a partida do carro derruba a placa, o Wi-Fi oscila), o app tenta voltar sozinho por uns 3 minutos, com a gravação do celular seguindo de onde parou e a configuração dos canais de volta. Se a placa reiniciou, o relógio dela volta a zero, mas o app continua a linha do tempo da gravação (sem tempo negativo); o buraco da queda aparece no traço do CAN e na aba Gravar.
- Pedido lento não vira falha. Se a placa demora para responder (o Wi-Fi cheio de quadros, o cartão lento para começar a gravar), o app espera o prazo de cada tipo de pedido, confere o estado que a placa manda sozinha e repete o pedido uma vez antes de dizer que ela não respondeu: sem aviso falso quando a placa fez o que você pediu.
- Baixar do cartão sem recomeçar. Se o Wi-Fi da placa cair no meio do download de uma gravação do cartão, o app tenta de novo sozinho e continua do ponto em que parou; se não der, o que já veio fica no celular (a lista do cartão diz quantas partes) e Enviar ao site ou Exportar continua dali. Tem botão Parar.
- Erros que dá para entender. Quando algo falha (a placa fora do alcance ou com a porta fechada, o celular no Wi-Fi errado, o download do cartão que cai, o celular sem espaço, a API da Anthropic sem saldo), o app diz o que aconteceu e o que olhar, em português, em vez do texto técnico do Android.
- Conversar com o Claude (opcional). Você cola a sua chave da API da Anthropic e o Claude analisa o que o app capturou: lê resumos da tabela, dos quadros e das gravações, propõe como decifrar os sinais e confere as hipóteses com os números. Ele só lê: não manda nada ao carro.
- A placa. O app fala com o modo Monitor do firmware 0.18 (ou mais novo) da placa R8 Logger (V3). Você liga a placa e abre o app: ele entra no Wi-Fi da placa quando a vê por perto (o Android pergunta na primeira vez; o nome e a senha de fábrica já vêm preenchidos, e dá para mudar), conecta e, se a placa estiver no modo Logger (o do BTT Suite), troca para Monitor sozinho. Se não a vir, ele não cobre a tela com a janela do Android: no topo fica “sem conexão ▾”, e tocando nele você escolhe Procurar a placa, a Demonstração ou ajusta a conexão, como no BTT Suite. O app só pede para ver as redes por perto, para saber se a placa está ali; não usa o GPS. O BTT Suite faz o caminho inverso (volta a placa ao Logger quando a encontra no Monitor), e os dois combinaram de não disputar a placa. O app já foi testado contra um simulador no computador, pedido de rede do Android incluído, e a placa, pela USB, com um cliente de teste; com a placa de verdade, por Wi-Fi, num celular, ainda não, e num carro também não.
O chat com o Claude: como funciona
- Você usa a sua chave da API da Anthropic (console.anthropic.com): o uso é cobrado na sua conta de lá, por token, e o BLAMETHETUNER não paga nem vê nada. Os preços ficam na tela do chat, como estimativa.
- A chave fica só no seu celular, cifrada no cofre do Android. O que você pergunta e os resumos que o Claude pede (identificadores, bytes, estatísticas) vão direto do celular para a Anthropic, sem passar pelo site, e só quando você escreve uma pergunta.
- O Claude só tem ferramentas de leitura sobre o que o app capturou. Tudo o que vem do carro é tratado como dado, nunca como instrução.
- O Claude erra: trate o que ele diz como hipótese e confira com os números.
O que ele vai fazer
- Escutar. Uma tabela com cada identificador que passa no barramento — quantas vezes por segundo, os últimos bytes e quais deles mudaram — e o traço de tudo em ordem de hora. Grava o que viu e exporta para planilha e para os programas de análise de CAN do computador.
- Decodificar. Com a biblioteca de sinais, os bytes viram rotação, pedal, temperatura e o que mais a rede carregar, em gráfico. Também dá para importar o seu próprio arquivo DBC.
- Caçar sinais. Você grava um trecho sem a ação e outro com ela (pisar no freio, ligar o ar) e o app mostra o que mudou entre os dois.
- Mandar comandos (numa fase seguinte). Quadro único, quadro periódico, repetir um trecho gravado e conversar com os módulos pelos pedidos de diagnóstico (OBD e UDS), com roteiros prontos, como ler o chassi ou as falhas.
- Ligar dois barramentos (por último). Passar quadros de um canal da placa para o outro, com regras para filtrar e alterar.
A biblioteca padrão
Sinais conhecidos, no formato DBC (o padrão do mercado), e pedidos e roteiros de diagnóstico, por carro e por módulo. Ela fica no blamethetuner.com e o app a atualiza sozinho, sem precisar de uma versão nova. A primeira leva parte do que o R8 Logger já entende: o diagnóstico OBD-II e a rede das ECUs FuelTech (FTCAN 2.0).
A placa
O BTT Can usa a placa R8 Logger, a mesma interface do BTT Suite, começando pela versão com dois canais CAN independentes. Ela vai na tomada OBD ou direto no barramento e só passa os quadros, cada um com a sua hora, pelo Wi-Fi dela. A análise é feita no celular.
Primeiro, só ouvir
O BTT Can começa só escutando: nada é enviado ao carro. Quando a transmissão chegar, ela vem desligada e você a liga canal por canal, o que for enviado fica registrado e os serviços que gravam ou apagam algo num módulo pedem uma confirmação a mais. Mandar quadros a um carro pode alterar ou travar módulos, inclusive freio e airbag: teste na bancada, não em movimento.
Enquanto isso
O BTT Suite já lê o carro pela mesma placa: dados do motor pela OBD, falhas, cronômetro de pista pelo GPS e a Telemetria do blamethetuner.com. Ver o app BTT Suite.