Câmbios com eixo intermediário (contra-eixo), marcha direta e relação de entrada. Calcula velocidade por marcha, rotação após cada troca e o módulo das engrenagens a partir do entre-eixos.
1,000 para o cálculo puramente geométrico ou algo entre 0,96 e 0,98 para o raio dinâmico real. Se você mediu a circunferência real rodando, deixe o fator em 1,000.0 em β para dentes retos. Cada par pode ter β e entre-eixos próprios na tabela de geometria.| Marcha | Entrada | Z motora contra-eixo |
Z conduzida eixo de saída |
Relação digitada |
Relação do par |
Relação da caixa |
RPM de troca opcional |
|---|
| Par de engrenagens | Z motora |
Z conduzida |
Σ Z | Entre-eixos a (mm) |
Hélice β (°) |
Módulo normal calculado |
Módulo padrão mais próximo |
DP equivalente |
Módulo adotado opcional |
β necessário p/ esse módulo |
Σx correção com o β atual |
Ø primitivo motora |
Ø primitivo conduzida |
|---|
Relação total da caixa. Num câmbio de eixo intermediário o torque passa por dois engrenamentos:
i_caixa = i_entrada × i_par, onde i_entrada = Z_contra-eixo ÷ Z_primário e
i_par = Z_saída ÷ Z_contra-eixo. Na marcha direta o sincronizado acopla o eixo primário diretamente ao eixo
de saída, o contra-eixo gira em vazio e i_caixa = 1,000 exatamente — a relação de entrada não entra na conta.
Relação final. i_final = i_caixa × i_diferencial. É quantas voltas o motor dá para uma volta da roda.
Velocidade. v [km/h] = RPM × 60 × C ÷ (i_final × 1000), com C = circunferência efetiva do pneu em metros
(C = π × D × fator).
RPM ao entrar na marcha seguinte. Na troca a velocidade não muda, então
RPM_nova = RPM_troca × i_caixa(nova) ÷ i_caixa(anterior). O diferencial e o pneu se cancelam — a queda de rotação
depende só do escalonamento da caixa.
Salto (step). i_anterior ÷ i_nova. Um escalonamento bem feito é progressivo: os saltos vão diminuindo
das marchas baixas para as altas. Spread é i_1ª ÷ i_última — mede o alcance total da caixa.
Marcha à ré. A engrenagem intermediária (louca) inverte o sentido mas não altera o módulo da relação, então o cálculo da relação é o mesmo das marchas à frente.
Módulo a partir do entre-eixos. Para um par engrenado sem correção de perfil, a distância entre centros é a soma dos
raios primitivos: a = m_t · (z₁ + z₂) ÷ 2. Como o módulo transversal se relaciona com o normal por
m_t = m_n ÷ cos β, sai m_n = 2 · a · cos β ÷ (z₁ + z₂). Em dentes retos (β = 0) fica
m = 2a ÷ (z₁ + z₂). O DP (diametral pitch, usado em câmbios americanos) é DP = 25,4 ÷ m_n.
Diâmetro primitivo. d = m_t · z, e sem correção d₁ + d₂ = 2a. Diâmetro externo de referência:
de = d + 2·m_n; diâmetro de raiz: df = d − 2,5·m_n.
Correção de perfil (Σx). Quando o módulo padrão não fecha o entre-eixos, os pares são corrigidos. Com
α_t = atan(tan α_n ÷ cos β), a₀ = m_n(z₁+z₂) ÷ (2 cos β) e
cos α_wt = a₀ · cos α_t ÷ a, o deslocamento total é
Σx = (z₁+z₂)(inv α_wt − inv α_t) ÷ (2 tan α_n), com inv α = tan α − α. Valores positivos significam
engrenagens “abertas” (entre-eixos maior que o de referência).