Você diz o que tem na bomba, o que vai usar para reforçar e o teor que quer no tanque — sai quantos litros de cada.
| Colocar no tanque | Teor | Litros | Fatia do volume | Etanol puro que entra (L) |
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Quanto dá cada teor alvo, para o volume que você definiu. Útil para deixar salvo no celular.
| Alvo | Bomba (L) | Reforço (L) | Proporção | A cada 10 L |
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O teor de etanol é por volume, e é isso que torna a conta simples: o etanol que entra pelos dois lados tem que somar o etanol que você quer no final.
Com a = teor da bomba, b = teor do reforço, t = teor alvo e V
= volume final, o sistema é Va + Vb = V e a·Va + b·Vb = t·V. Resolvendo:
V_bomba = V × (b − t) ÷ (b − a)
V_reforço = V × (t − a) ÷ (b − a)
Com combustível já no tanque, o que já está lá entra na conta como uma terceira parcela de etanol
conhecido. Sendo Vr os litros que sobraram e r o teor deles, o etanol que falta é
t·V − r·Vr, e o volume que ainda cabe é V − Vr. As duas equações se resolvem igual,
só que sobre o que ainda vai entrar.
O alvo tem que estar entre os dois. Não existe mistura de E32 com E100 que dê E20 ou E110 — a conta devolveria litros negativos. Quando isso acontece a ferramenta avisa em vez de mostrar número sem sentido.
Uma ressalva prática. Etanol e gasolina não somam volume exatamente: misturar 50 L com 50 L dá um pouquinho menos de 100 L, por contração volumétrica. O desvio é da ordem de 0,1 a 0,5% e some dentro da imprecisão do marcador do tanque e da bomba, mas se você estiver medindo com proveta de laboratório, saiba que ele existe.
E o mais importante: teor alto de etanol exige que a injeção acompanhe. Motor que não tem como compensar a mistura — flex de fábrica ou injeção programável acertada — vai empobrecer e correr risco. Confira sempre com sonda antes de usar carga.