Bico bom com bomba curta ou mangueira fina não anda. Aqui entra o sistema inteiro: a vazão que a bomba realmente entrega na sua pressão e na sua tensão, o que a linha rouba pelo caminho, quanto ela puxa de corrente e quanta potência sobra no fim.
| Combustível | BSFC (lb/hp·h) | Supõe λ | Eficiência implicada em λ 1 |
Referência do combustível |
Veredito |
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| Pressão (bar) | Vazão (l/h) | Corrente (A) |
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1 ÷ λ: descer de 0,88 para 0,78 pede 13% mais bomba.η = 3600 ÷ (BSFC[g/kWh] × PCI[MJ/kg]). Serve de conferência, que é difícil fazer em lb/hp·h: motor de ignição por centelha bem acertado fica entre 28 e 36% quando corrigido para λ 1. A margem de segurança é outra coisa e fica onde está: ela cobre o que o modelo não vê — tolerância de bico, combustível quente, filtro sujando, bomba cansando.| Pressão na bomba (bar) |
Vazão (l/h) |
Corrente (A) |
Consumo do motor (l/h) |
Potência sustentada | Sobra | Situação |
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| Bomba | Tipo | Pontos conhecidos | Na sua pressão e tensão (l/h) |
Corrente (A) | Potência que sustenta |
Etanol | Confiança do dado |
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Quanto o motor bebe. vazão = potência × BSFC, em lb/h, convertida para litros pela densidade
do combustível: l/h = lb/h × 453,592 ÷ (densidade × 1000). É por isso que trocar gasolina por etanol
muda tudo — com cada um no seu lambda de potência, que é como a página parte, a mesma potência pede uns 50%
mais volume de etanol; se os dois rodassem no mesmo λ, seriam uns 40%.
O lambda entra aqui. O BSFC de tabela não é medido em lambda 1 — ele já vem de um acerto rico de
potência, e cada combustível tem o seu (a gasolina em torno de 0,88, o etanol de 0,82, o metanol de 0,70).
Como a potência vem do ar e o ar que cabe no motor não muda, para a mesma potência a vazão de combustível anda
com o inverso do lambda: BSFC(λ) = BSFC_ref × λ_ref ÷ λ. Descer de 0,88 para 0,78, que é acerto
comum de turbo forte, pede 13% mais combustível — e é exatamente a margem que costuma faltar quando se
dimensiona no limite. O campo vem travado no λ de referência para deixar a suposição à vista; destrave e
digite o lambda que você realmente roda.
A pressão que a bomba realmente enfrenta não é a do trilho. É
p_bomba = p_trilho + perda do filtro + perda da mangueira, e com regulador 1:1 o trilho ainda sobe
junto com o turbo: p_trilho = p_base + pressão de turbo. Num motor a 2 bar de turbo com base 3, a bomba
pode estar trabalhando contra mais de 5,5 bar — onde ela entrega bem menos que o número da caixa.
Vazão por pressão. Entre os pontos medidos a ferramenta interpola reto, que é boa aproximação para bomba de turbina na faixa de trabalho. Fora dessa faixa ela não estica a reta do último trecho — dois pontos próximos dariam uma reta quase horizontal que, levada até 5 ou 6 bar, prometeria vazão que a bomba não tem. Em vez disso decai proporcionalmente a partir do ponto medido mais próximo, e marca o resultado como estimativa.
A queda por bar depende da turbina: canal simples perde perto de 10% por bar (a Walbro 255 cai de 265 para 227 l/h em 1,38 bar); canal duplo e turbina grande caem menos, perto de 5% por bar. Cada bomba da lista carrega a sua taxa; o campo de queda na coluna ao lado é para a sua bomba, quando você só tem um ponto de catálogo e não sabe a inclinação real.
O alívio, que é onde a linha morde. A reta não sabe que a bomba tem limite. Toda bomba tem uma pressão
máxima, em que a válvula de alívio abre por inteiro e devolve tudo para o tanque — e a válvula começa a abrir antes
disso. A ferramenta considera que ela começa a abrir em 90% da pressão máxima, e daí até o máximo a
vazão que segue para o motor cai até zero (faixa laranja no gráfico). Os 90% são estimativa; a abertura real
depende da mola de cada válvula.
É por isso que, na prática, a diferença entre linha original e AN é enorme em uns carros e quase nenhuma em outros. Longe do limite, meio bar a mais de linha custa uns 5% de vazão. Perto dele, os mesmos décimos de bar empurram a bomba para dentro da zona do alívio e a vazão despenca. Exemplo: AEM 340 com E85, base 3 bar e 1,5 bar de turbo em regulador 1:1, 4,5 m de linha — com a 8AN ela entrega 279 l/h; com a linha original 5/16" entrega perto de 200.
Consumo elétrico. A corrente não é fixa: o motor da bomba paga a potência hidráulica que ela
está entregando, e essa potência é vazão × pressão. Subir a pressão derruba um pouco a vazão mas
multiplica a pressão, e o produto sobe — então a corrente sobe junto. Entre pontos medidos a ferramenta
interpola; fora deles escala por essa potência, com
I(p) = I_ref × [0,10 + 0,90 × (Q·p) ÷ (Q_ref·p_ref)], onde os 10% são a corrente que a bomba puxa
sem carga. Esse número saiu do único par completo da base (a Walbro 255, 7,4 A a 2,76 bar e 9,3 A a 4,14 bar) e
bate na conferência independente com a Bosch 044, que dá 15,3 A a 5 bar ancorada nos 11 A a 3 bar dela.
Por isso o número de catálogo engana: uma bomba anunciada com 14 A a 2,76 bar pode estar puxando perto de 25 A a 6 bar. É assim que se queima fio, relé e chicote — dimensione o elétrico pela pressão em que o carro realmente roda, não pela da caixa.
Vazão por tensão. A vazão anda quase junto com a rotação da bomba, que anda com a tensão. O padrão aqui é
8% de vazão por volt em torno da tensão de referência, ajustável. Parece pouco e não é: 12,0 V em vez
de 13,5 V tiram perto de 12% da vazão, e é exatamente na largada, com a bateria caindo, que o motor mais precisa.
Perda de carga na linha. Darcy-Weisbach: Δp = f × (L ÷ D) × (ρ v² ÷ 2), com
v = Q ÷ A e o fator de atrito vindo de 64 ÷ Re em regime laminar ou
0,3164 ÷ Re^0,25 em turbulento. A viscosidade entra aí, e é por isso que etanol perde um pouco mais
que gasolina na mesma mangueira.
O diâmetro que conta é o de dentro. Em turbulento a perda anda com 1 ÷ D^4,75: um
milímetro a menos pesa muito. E a polegada engana — tubo rígido é vendido pela medida de fora, mangueira
pela de dentro. A linha original 5/16" é tubo de 8 mm por fora com uns 6 mm por dentro; a mangueira de
borracha 5/16" tem 7,9 mm por dentro. Entre a linha original e uma 8AN a perda muda perto de 13 vezes.
Velocidade na mangueira. Vale olhar junto com a perda: acima de uns 2 m/s na alimentação a
perda cresce rápido e o risco de cavitar na entrada da bomba aumenta. Não é lei, é bom senso de projeto.
O BSFC, e por que ele é editável por combustível. É o número que mais manda no tamanho da bomba, e o
único que não sai de geometria nem de folha de dados — sai de ensaio. Os valores de fábrica são derivados da
eficiência térmica que cada combustível entrega num motor bem acertado:
bsfc = 3600 ÷ (eficRef × PCI) ÷ 608,277 ÷ λ_ref. Por isso a tabela nasce toda em "realista", e por isso
o veredito ao lado de cada linha compara o que o seu número implica contra a referência daquele combustível —
que não é a mesma para todos, porque álcool resfria a admissão e aceita mais avanço. Subir o BSFC erra para o lado
seguro; baixar deixa a bomba pequena.
O que estes cálculos ainda não cobrem. Curvas, conexões e o pré-filtro somam perda que não está aqui — na prática se conta cada curva fechada como um pedaço a mais de mangueira e se soma no comprimento. A queda de tensão do chicote também não entra, e é justamente o que costuma matar a vazão no carro real: dimensione o fio e o relé junto com a bomba, e meça a tensão no borne com o motor girando. Nem o lado da sucção: sock entupido e pré-bomba estrangulada fazem a bomba cavitar, e aí nenhuma conta de pressão de saída descreve o que acontece.